Alguém disse que "quando achamos que encontramos todas as respostas, Deus vem e muda todas as perguntas". Pura verdade! As coisas estão mudando numa velocidade que não dá pra acompanhar!
Eu fico pensando como é que nós, cristãos, vamos fazer pra dialogar com este mundo, vivendo um evangelho genuíno, sendo uma Igreja relevante, apresentando o Senhorio de Jesus em meio a tanta tecnologia, virtualidade, velocidade, materialismo, imediatismo e individualismo.
A juventude de hoje está a anos luz à frente de qualquer coisa. Enquanto vamos com a farinha, a tal geração Y já comeu o bolo. E o que dizer da Z? Nem quero pensar!
O que se tornou a instituição mais sagrada nesta era? Qual o valor da "família" no meio disso tudo? Segundo plano. Casamento nem pensar! Mutualidade, cumplicidade e convivência não cabem nesta era pós-moderna. É cada um por si e Deus por todos...
Deus? Será? Não, é o ateísmo que está na moda. Espiritualidade sim. Relacionamento com um "deus" pessoal, talvez. Seguir uma religião/ instituição, não mais. É coisa do passado.
Pra que pensar em salvação, céu e inferno, se há tanto com que se preocupar aqui e agora? Sucesso profissional é tudo. Valemos pelo que temos e fazemos. Não dá tempo pra pensar em quem Somos. Por isso os divãs estão lotados e garantimos o pão de cada dia dos terapeutas.
Não importa quem somos, mas o que aparentamos ser. Clínicas de estética, cirurgiões plásticos, empresas de cosméticos e academias adoram isso! Estão podres de ricos por mascararem uma socidade doente.
Doente? Ah sim! A indústria farmacêutica também está bilionária, anestesiando a dor da humanidade, sem nunca encontrar a cura para os seus males.
Dialogar, pegar na mão, abraçar, sentir o cheiro, enxugar a lágrima, gargalhar...prazeres substituídos pela frieza tecnológica. Tudo é virtual, até mesmo o amor!
A globalização conecta o mundo e agiliza a comunicação, mas afasta as pessoas umas das outras e destrói relacionamentos humanos.
E no meio disso tudo, como é que esta sociedade reagiria à mensagem da cruz? Entregar-se, render-se, negar-se, doar-se, submeter-se. Servir, amar, perdoar, dar, ajudar, salvar. Honrar, obedecer, sacrificar, respeitar, ceder. Hein?
Como é que se ensina o valor do pacto, da aliança, do compromisso, da fidelidade num mundo de libertinagem, perversidade e imoralidade escancarados na mídia?
Como se ensina que "morrer é o caminho para a eternidade" a um mundo que só se preocupa em "viver a vida, aqui e agora"?
Como ensinar o que ninguém mais quer aprender? Como falar o que ninguém mais está interessado em ouvir? Como? Meu Deus, como?
Tenho refletido sobre os métodos e paradigmas da Igreja e vejo quanto estão se tornando arcaicos e inexpressivos para o mundo. Precisamos acordar. Precisamos "renovar o nosso entendimento" para cumprir o IDE de maneira expressiva.