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Juliana Martucci Martins
Ontem no grupo de processo do Veredas falamos muito sobre educação de filhos, do quanto eles são influenciados pelo pais mais do que por qualquer outra pessoa na vida.
Voltei de lá bastante mexida com o estudo, e comecei a ler um livro que comprei há um mês chamado "A fé começa em casa"(Mark Holmen). Ele fala sobre a necessidade de remodelarmos nossos lares, e até oferece algumas idéias para que isso aconteça. O primeiro passo para isso acontecer é a remodelação dos pais. Os pais precisam viver em Cristo, antes de ensinar sobre Ele.


O que temos percebido em nossa sociedade é que o fervor da Igreja enfraqueceu porque o culto doméstico não existe mais. Foi substituído por diversas ocupações e distrações.
A primeira Igreja da qual fazemos parte é a nossa família. Se esta estiver fria na fé, um culto apenas por semana não irá mudar esta situação. Em casa não temos buscado a Deus com nossos cônjuges, ensinado os filhos na Palavra, orado junto com eles, etc. Apenas os levamos ao edifício que chamamos de "Igreja" 1x por semana ou nem isso, e achamos que lá nossos filhos aprenderão tudo que precisam saber sobre Deus. Mas a resposta é: não vão!

Uma pesquisa revela que "90% dos filhos que são ativos em grupos de jovens do ensino médio deixam de frequentar a igreja até o segundo ano da universidade. Um terço jamais volta à igreja (...) Muitas destas crianças consideram a fé como algo hipócrita - os pais agem de uma maneira na igreja e de outra forma completamente distinta em casa". (pg. 49)

A pergunta é: será que Jesus tem encontrado espaço dentro dos nossos lares? Qual é o tempo que eu e minha família dedicamos a adorá-lo e buscá-lo juntos em casa? E qual é o tempo que ocupamos com tv, internet, games e outras distrações? Se Jesus telefonasse hoje pra sua casa e marcasse uma visita pra amanhã, o que você precisaria colocar em ordem antes dele chegar? Faça isso hoje! Faça agora! Retome o culto doméstico. Ore e medite na Palavra com seu cônjuge. Ore com seus filhos diariamente, ensine louvores, conte histórias da bíblia. Busquem a Deus em família e sua fé será fortalecida para enfrentar todos os demais desafios lá fora (escola, trabalho, sociedade). Gerem filhos fortes, dando um bom testemunho de fé para que eles possam imitar. A responsabilidade pela fé e caráter do seu filho é só sua (pai e mãe) e de mais ninguém!

Antes de curar a Igreja, Deus quer curar as famílias!!! Se a fé começa em casa, a morte espiritual também começa lá.

"Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo."
(Ap 3:20)
Juliana Martucci Martins

Alguém disse que "quando achamos que encontramos todas as respostas, Deus vem e muda todas as perguntas". Pura verdade! As coisas estão mudando numa velocidade que não dá pra acompanhar!
Eu fico pensando como é que nós, cristãos, vamos fazer pra dialogar com este mundo, vivendo um evangelho genuíno, sendo uma Igreja relevante, apresentando o Senhorio de Jesus em meio a tanta tecnologia, virtualidade, velocidade, materialismo, imediatismo e individualismo.
A juventude de hoje está a anos luz à frente de qualquer coisa. Enquanto vamos com a farinha, a tal geração Y já comeu o bolo. E o que dizer da Z? Nem quero pensar!
O que se tornou a instituição mais sagrada nesta era? Qual o valor da "família" no meio disso tudo? Segundo plano. Casamento nem pensar! Mutualidade, cumplicidade e convivência não cabem nesta era pós-moderna. É cada um por si e Deus por todos...
Deus? Será? Não, é o ateísmo que está na moda. Espiritualidade sim. Relacionamento com um "deus" pessoal, talvez. Seguir uma religião/ instituição, não mais. É coisa do passado.
Pra que pensar em salvação, céu e inferno, se há tanto com que se preocupar aqui e agora? Sucesso profissional é tudo. Valemos pelo que temos e fazemos. Não dá tempo pra pensar em quem Somos. Por isso os divãs estão lotados e garantimos o pão de cada dia dos terapeutas.
Não importa quem somos, mas o que aparentamos ser. Clínicas de estética, cirurgiões plásticos, empresas de cosméticos e academias adoram isso! Estão podres de ricos por mascararem uma socidade doente.
Doente? Ah sim! A indústria farmacêutica também está bilionária, anestesiando a dor da humanidade, sem nunca encontrar a cura para os seus males.
Dialogar, pegar na mão, abraçar, sentir o cheiro, enxugar a lágrima, gargalhar...prazeres substituídos pela frieza tecnológica. Tudo é virtual, até mesmo o amor!
A globalização conecta o mundo e agiliza a comunicação, mas afasta as pessoas umas das outras e destrói relacionamentos humanos.
E no meio disso tudo, como é que esta sociedade reagiria à mensagem da cruz? Entregar-se, render-se, negar-se, doar-se, submeter-se. Servir, amar, perdoar, dar, ajudar, salvar. Honrar, obedecer, sacrificar, respeitar, ceder. Hein?
Como é que se ensina o valor do pacto, da aliança, do compromisso, da fidelidade num mundo de libertinagem, perversidade e imoralidade escancarados na mídia?
Como se ensina que "morrer é o caminho para a eternidade" a um mundo que só se preocupa em "viver a vida, aqui e agora"?
Como ensinar o que ninguém mais quer aprender? Como falar o que ninguém mais está interessado em ouvir? Como? Meu Deus, como?
Tenho refletido sobre os métodos e paradigmas da Igreja e vejo quanto estão se tornando arcaicos e inexpressivos para o mundo. Precisamos acordar. Precisamos "renovar o nosso entendimento" para cumprir o IDE de maneira expressiva.