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Juliana Martucci Martins

Acompanhando toda esta evolução que uns chamam de reforma e outros de restauração da Igreja (prefiro mais a segunda palavra), eu também ando repensando (muito) o cristianismo. Repensar não implica diminuir seu valor, muito pelo contrário! Repensar neste momento é indispensável para a sobrevivência e o resgate de tudo que Jesus nos deixou como ensinamento.
Repensar envolve, entre outras coisas, reavaliar tudo que fazemos hoje e damos o nome de Igreja, evangelho, ministério ou cristianismo. Vamos descobrir que uma boa parte disso não passa de ativismo sem efeito, apenas nos torna ocupados demais dando a impressão que somos super espirituais, enquanto vidas morrem aos poucos, dentro e fora da "igreja".
Repensar dá trabalho, sim senhor! E o pior, quando repensamos, estamos sujeitos a encontrar falhas grotescas e aí nos vemos na responsabilidade de consertá-las. Talvez por isso ninguém aceite facilmente o convite pra isso. É mais fácil viver a religião.
O exercício de repensar não cabe apenas aos ministros, líderes e teólogos não. Ovelha (principalmente as gordas) precisam usar a cabeça e repensar também. É uma mudança que começa no individual e transforma o coletivo. Dependemos uns dos outros para reverter este quadro.
E no meio disso tudo, assistimos (de braço cruzados?) ao cumprimento da Palavra, que na minha opinião, é a mais dura e triste sobre os últimos tempos: o esfriamento do amor e a apostasia...Não, não é do mundo lá fora! É dos nossos irmãos na fé!! É como um vírus altamente contagioso pegando pessoas muito próximas a nós. E qual é o antídoto pra isso? O que nos tornará imunes a essa frieza assustadora?
E neste processo de repensar, existem muitas coisas das quais eu tenho me arrependido, muitas...
E continuo, sabe lá Deus até quando. Uma fase super estranha e ao mesmo tempo libertadora, mas que me desafia dia após dia a viver uma fé mais genuína e me faz perceber, cada dia mais, minha mediocridade diante de algo tão profundo, precioso e ao mesmo tempo "simples" como o cristianismo.
Estou na casa do oleiro e vou ficar aqui até que Ele me mande sair.
Repense!
Juliana Martucci Martins
De volta ao meu canto favorito, tomando um cafezinho com o Papai e pensando na vida e nas coisas que tem acontecido...

A vida tem passado rápido demais, e com ela passam as pessoas, os planos, os sonhos, os tempos. Os últimos tempos têm sido velozes e furiosos!!! Alguns rápidos acontecimentos mudam radicalmente nossa vida e forma de pensar. E mudando a forma de pensar, tudo muda! Impressionante! Tudo começa em nossas mentes, em nossa ótica sobre o mundo.

Renovar o entendimento segundo a Palavra de Deus traz fome e sede de justiça! Fome e sede da presença de Deus!

Tenho meditado sobre o avivamento. Alguns irmãos do passado já provaram uma pequena porção dele, testemunharam as chuvas serôdias, um despertamento da fé através da revelação da Palavra que trouxe derramamento do Espírito. Começou na Reforma e atingiu o auge com o avivamento da Rua Azuza, que inaugurou um tempo ímpar na Igreja de Cristo. É só ouvirmos o que aqueles homens e mulheres expressavam em seus hinos e sermões que podemos ter uma idéia do que eles viveram. E por que não vivemos o mesmo?

Estamos em meio a um longo período de jejum, e neste tempo Deus tem falado claramente aos nossos ouvidos. As portas já estão abertas, o tempo já foi selado! O que estamos esperando? Temos a Palavra e o Espírito. Temos liberdade de expressão e culto. Do que precisamos? Fome e sede!

A humanidade anda faminta e sedenta por coisas fúteis e passageiras. Mas falta fome e sede desesperada pela presença de Deus! Como a corça que anseia por águas, assim devemos ansiar por Ele!
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Juliana Martucci Martins

Alguém disse que "quando achamos que encontramos todas as respostas, Deus vem e muda todas as perguntas". Pura verdade! As coisas estão mudando numa velocidade que não dá pra acompanhar!
Eu fico pensando como é que nós, cristãos, vamos fazer pra dialogar com este mundo, vivendo um evangelho genuíno, sendo uma Igreja relevante, apresentando o Senhorio de Jesus em meio a tanta tecnologia, virtualidade, velocidade, materialismo, imediatismo e individualismo.
A juventude de hoje está a anos luz à frente de qualquer coisa. Enquanto vamos com a farinha, a tal geração Y já comeu o bolo. E o que dizer da Z? Nem quero pensar!
O que se tornou a instituição mais sagrada nesta era? Qual o valor da "família" no meio disso tudo? Segundo plano. Casamento nem pensar! Mutualidade, cumplicidade e convivência não cabem nesta era pós-moderna. É cada um por si e Deus por todos...
Deus? Será? Não, é o ateísmo que está na moda. Espiritualidade sim. Relacionamento com um "deus" pessoal, talvez. Seguir uma religião/ instituição, não mais. É coisa do passado.
Pra que pensar em salvação, céu e inferno, se há tanto com que se preocupar aqui e agora? Sucesso profissional é tudo. Valemos pelo que temos e fazemos. Não dá tempo pra pensar em quem Somos. Por isso os divãs estão lotados e garantimos o pão de cada dia dos terapeutas.
Não importa quem somos, mas o que aparentamos ser. Clínicas de estética, cirurgiões plásticos, empresas de cosméticos e academias adoram isso! Estão podres de ricos por mascararem uma socidade doente.
Doente? Ah sim! A indústria farmacêutica também está bilionária, anestesiando a dor da humanidade, sem nunca encontrar a cura para os seus males.
Dialogar, pegar na mão, abraçar, sentir o cheiro, enxugar a lágrima, gargalhar...prazeres substituídos pela frieza tecnológica. Tudo é virtual, até mesmo o amor!
A globalização conecta o mundo e agiliza a comunicação, mas afasta as pessoas umas das outras e destrói relacionamentos humanos.
E no meio disso tudo, como é que esta sociedade reagiria à mensagem da cruz? Entregar-se, render-se, negar-se, doar-se, submeter-se. Servir, amar, perdoar, dar, ajudar, salvar. Honrar, obedecer, sacrificar, respeitar, ceder. Hein?
Como é que se ensina o valor do pacto, da aliança, do compromisso, da fidelidade num mundo de libertinagem, perversidade e imoralidade escancarados na mídia?
Como se ensina que "morrer é o caminho para a eternidade" a um mundo que só se preocupa em "viver a vida, aqui e agora"?
Como ensinar o que ninguém mais quer aprender? Como falar o que ninguém mais está interessado em ouvir? Como? Meu Deus, como?
Tenho refletido sobre os métodos e paradigmas da Igreja e vejo quanto estão se tornando arcaicos e inexpressivos para o mundo. Precisamos acordar. Precisamos "renovar o nosso entendimento" para cumprir o IDE de maneira expressiva.
Juliana Martucci Martins
São 8:24hs da manhã desta segunda-feira. Estou acordada desde as 7hs esperando o pedreiro que vem quebrar a parede do meu banheiro que está com vazamento. Vou aproveitar e ver se ele pinta meu quarto, que já está precisando de um retoque. Aliás, a casa toda já precisa. Já se foram 4 anos de reforma e as coisas começam a dar defeito, envelhecer, manchar, e eu sei que quanto mais eu prolongar isso, piores serão as consequencias lá na frente. 
A reforma é inevitável. Precisamos estar atentos aos sinais de quando ela se faz necessária.
Toda esta introdução foi para falar de uma outra reforma da qual se ouve rumores por aí. A reforma da Igreja de Cristo. A Revista Época de 2 semanas atrás fala sobre a Nova Reforma Protestante:
"Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira" (trecho da revista)
A Revista não está trazendo nenhuma grande novidade, já que isto tem sido pauta de tantas discussões formais e principalmente informais entre os cristãos. Muito se fala sobre a restauração final da Igreja (estou revisando um livro sobre este assunto), restauração dos 5 ministérios, sobre o genuíno apostolado (muito raro hoje em dia, apesar da superpopulação de "apóstolos" que conhecemos) , Igreja nos lares e coisas relacionadas a isto. Todos ansiando por algo novo, ou melhor, ansiando voltar ao princípio das coisas, ao caminho certo, do qual nos afastamos tanto. 
Mas considero esta uma boa notícia. É sinal de que nossos anseios estão ganhando expressão. Quando o assunto sai numa revista de tal porte, sabemos que trata-se de um senso comum e não de uma minoria isolada. E mais do que isso, vejo como uma testificação do Espírito Santo, pois é Ele quem nos leva a clamar por esta restauração. 
Por outro lado, sabemos que existe uma grande diferença entre reforma e restauração. Qualquer engenheiro ou arquiteto pode explicar bem isso. Não é só uma questão de etimologia, mas de propósito. A Igreja necessita mais do que uma reforma. Precisa de uma restauração! Precisamos ir à planta do projeto resgatar as medidas, cores e ordem das coisas originais.
Desde Constantino a Igreja nunca mais foi a mesma fundada por Pedro,  Paulo e os outros. Vem sofrendo bruscas transformações beirando a insanidade muitas vezes (se é que não chegou nela!). Os patéticos estão em todo lugar. Na TV, no rádio, na política ou numa igrejinha bem perto de você, seja lá onde você mora! E não importa a placa, eles são Igreja de Cristo, ou dizem ser...Não tenho capacidade de julgar isso, mas é assim que todos lá fora nos enxergam: uma só Igreja, com vários nomes, vários costumes esquisitos, mas um só povo: os crentes! Somos motivo de chacota para o mundo que queremos alcançar e conquistar. 
Mas não é só isso! Quando olhamos pra dentro de nossas próprias igrejas, vemos que os patéticos também somos nós! O que aconteceu com os "cultos de adoração ou ação de graças a Deus"? O que aconteceu com os seguidores de Cristo que não suportam ouvir a sã doutrina, porque isso não agrada seus sensíveis ouvidos? O que aconteceu com a "liberdade do Espírito" que ficou cheia de regras? O que aconteceu com a GRAÇA que foi substituída por um fardo tão pesado que tem feito muitos ministros do evangelho abrir mão do arado? 
A reforma pode até funcionar, como a de Lutero, e é importante que aconteça, mas é limitada. É obra de homens. Precisamos mesmo é sermos restaurados como Igreja. Precisamos santificar e adornar a Noiva que Jesus vem buscar, e não tenho dúvidas que isto está perto de acontecer. Mas a restauração é obra do Espírito. Busquemos isso juntos, em oração, em súplicas e, o mais importante, obedecendo atentamente à Sua voz!
(Falarei mais sobre isso num próximo post.)