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Juliana Martucci Martins
Manhã ensolarada de sexta feira. Começa mais uma jornada. São 9:18hs e a caneca com água já está no fogo para fazer aquele cafezinho tradicional. A casa já está limpa (e não foi faxineira); a roupa já está batendo na máquina (e não foi a sogra); as unhas estão feitas (e não foi na manicure, mas eu quebro o galho).
Neste momento me dou ao luxo de ser um pouco escritora...Mas não por muito tempo, porque hoje o dia está reservado para fazer pesquisas e criar mais um estudo do discipulado de batismo, criar mais um estudo do discipulado de crescimento, e preparar a pregação de domingo. Se sobrar tempo, organizar o escritório e fazer os relatórios da contabilidade que já estão gritando na gaveta. Para finalizar o dia, mais tarde estaremos visitando a cracolândia.
Amanhã compromisso logo pela manhã, depois discipulado dos jovens a tarde e reunião à noite. As sobrinhas chegaram de viagem e querem me ver para contar as novidades, mas provavelmente não poderei estar presente com a família esta noite...(de novo!).
Domingo dormir um pouco mais (posso?), fazer almoço (pensar em alguma coisa light pro marido que tem diabetes e não pode comer qualquer coisa), passar a roupa, ir para o discipulado às 17hs e pregar no culto. Na segunda feira, visitar a sogra que está carente e precisa de atenção, porque esta semana não conseguimos visitá-la. E quando voltar, tem mais um monte de coisas me aguardando: a casa (começa tudo de novo), os discipulados, as reuniões, os aconselhamentos, a faculdade (última semana para entregar trabalhos e logo vem a prova final) e de quebra, os insultos, as críticas, os julgamentos e alguns incêndios para apagar.
Provavelmente receberei alguns olhares desconfiados porque vou usar meu sapato novo neste final de semana (não compro sapatos há pelo menos 1 ano). Mas se eu chegar de sapato velho, receberei olhares piores ainda, então tanto faz.
É claro que no meio disso tudo não posso jamais deixar de reservar um tempo para orar e buscar ao Senhor, para que me direcione em todas as coisas, afinal, servimos um povo bastante exigente (ehhh Moisés, vc foi "o cara"!)
Ah, e preciso de um tempo para dar atenção ao meu esposo, aos meus pais, aos meus irmãos e sobrinhos, e um dia, quem sabe, aos meus amigos também...Preciso de um tempo para os meus sonhos, que na verdade nem são meus, e esta é a única coisa que me faz acreditar que eles ainda vão se realizar. Preciso de um tempo pra cuidar de mim...
Bem, este é o relato de um pouco da minha rotina. É também uma homenagem às mulheres guerreiras!
Eu descobri uma coisa muito boa e quero compartilhar com todas vocês: EU NÃO SOU A MULHER MARAVILHA! Antes de ser a filha, a esposa, a irmã, a amiga, a pastora, o modelo, o exemplo, a conselheira, eu sou HUMANA, cheia de sentimentos e falhas, totalmente dependente da GRAÇA de Deus para ser todas as demais coisas que eu tenho que ser.
E por este motivo eu me dou sim o direito de dizer palavrinhas mágicas que funcionam como anestésico para alma: "não", "espere", "não consigo", "não posso", "não sei", "agora não dá". Sim, eu choro! Sim, eu sinto! Sim, eu erro! Sim, eu vou descansar! Sim, estou aprendendo! Sim, não sou perfeita, e isso é ótimo!!!
Estou convencida de que nós, mulheres, somos sem dúvida muito especiais para Deus e essenciais na sociedade! Temos uma capacidade de nos dividir em 1000 e uma resistência à pressão e à dor que superam o entendimento masculino. Mas somos MULHERES, não maravilhas, apenas mulheres. Lindas, sensíveis, fortes, dedicadas, detalhistas, frágeis, hábeis, capazes e limitadas, não por sermos mulheres, mas porque somos HUMANAS.
Obrigada por emprestarem seus ouvidos virtuais. Agora vou tomar meu cafézinho...
Bom dia!
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Juliana Martucci Martins
 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. (Rm 11:16)
Após 2 anos caminhando juntas, ontem comecei um novo trabalho com minhas discípulas. Hoje tenho 25 mulheres diretamente sob minha responsabilidade na Igreja. São 2 grupos de discipulado formados (incluindo avançado), além daquelas que já vieram prontas para auxiliar nesta obra. E muitas delas também já estão guiando um pequeno rebanho. É a Lei da Multiplicação!
Há alguns meses atrás, o Senhor começou a me ministrar especificamente sobre estas mulheres. Quanto potencial! Quanto azeite! Quanto perfume para derramar! Quantas lágrimas para lavar os pés do Mestre! Quantas Marias e quantas Martas! Anas, Rutes, Deboras... Que tesouro precioso tenho em minhas mãos!
Resolvi explorar este tesouro. Na verdade, não fui eu que decidi, mas o próprio Espírito Santo me levou a despertar este exército adormecido.
São mulheres diferentes em suas essências e experiências, mulheres sofridas e guerreiras, adoradoras e servas, ousadas, quebrantadas...Vasos quebrados e reconstruídos pelas mãos do Oleiro. Este é o exército que o Senhor me confiou. Estas são as minhas primícias, meu primeiros frutos!!
Depois do culto de ontem, totalmente feito por elas (aleluia!), comecei a meditar sobre PRIMÍCIAS. Sempre que se fala em primícias, automaticamente nos remetemos à finanças, fruto do trabalho, da colheita. Mas quais seriam as primícias de um sacerdote, se este é totalmente dedicado à obra de Deus?
Foi aí que comecei a pesquisar na Palavra e vi que toda vez que o Senhor ordena que sejam trazidas as primícias, Ele se refere aos primeiros frutos (o melhor da terra/ oblação de tudo). A própria Festa da Colheita (ou Festa das Semanas ou Pentecostes) era uma celebração de entrega das primícias.
Mas ainda não estava claro pra mim o que o Senhor estava me pedindo como primícia, até que cheguei em Atos, Festa do Pentecostes (o nome grego para a Festa da Colheita). Uma das características desta festa era reunir os povos para celebrar o Deus Criador (hebreus, estrangeiros, pobres e servos). Sabemos que por isso o Senhor escolheu esta data para derramar Seu Espírito, pois ali haveria uma concentração diversificada de povos testemunhando o maior acontecimento da Igreja, para que depois isto fosse espalhado pelas nações.
Mas hoje o Senhor me mostrou algo muito especial sobre aquele dia: aquela foi a entrega das Primícias do próprio Jesus! Os apóstolos e discípulos que Ele formou em sua peregrinação na terra, aqueles que testemunharam seus feitos e que desde sua morte estavam escondidos, aguardando Sua ordem, agora estavam recebendo o selo do Espírito Santo para realizar obras maiores que a dEle (do próprio Jesus)!  E este também foi um bom motivo para que Deus escolhesse o Pentecostes para derramar seu Espírito. O start da Grande Comissão foi ali, na Festa das Colheitas, onde o próprio Jesus entregou Suas Primícias ao Pai e as comissionou ao mundo. Por isso estamos aqui hoje, pelas primícias de Jesus!
Agora estou totalmente convencida da importância das minhas primícias e do que devo fazer com elas: entregá-las ao Pai e comissioná-las ao mundo! Minha maior oferta, meus primeiros frutos, o melhor de mim tem que estar ali, naquele exército. Esta é a minha maior oblação.
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