Tentei escrever alguma coisa, não consegui. Então entendi que o momento é de reflexão instrospectiva. Creio que, quando o momento certo chegar, terei muito a dizer, e direi com convicção. Enquanto isso....enjoy the silence!
Juliana Martucci Martins
É impressionante como alguns conceitos se tornaram tão relativos no mundo moderno. Confesso que isso me assusta. A palavra amor, por exemplo, pode ter mil e uma interpretações diferentes, e esta é a causa de muitos conflitos nos relacionamentos. Dizer que ama, nesse mundo de relativismos, não quer dizer muita coisa, se não for demonstrado em atitudes.
A mesma coisa é a palavra liberdade. Meu Deus, que palavra perigosa num mundo relativista! Pare um pouco pra analisar o que as pessoas pensam sobre liberdade...
Para a maioria, ser livre significa fazer o que bem entende, matar a vontade da alma, seja qual for a consequência disso. Alguns dizem serem livres para justificar suas piores paixões, perversões, ambições, desejos. Disse um sábio que a minha liberdade termina onde começa a do outro, portanto, essa história de "ser livre é fazer o que eu quero", é enganosa e perigosa. Esse conceito maligno justifica muitas das calamidades que assistimos diariamente nos jornais. Eu sou livre, então posso roubar, matar, enganar. Posso desviar verba, posso mentir descaradamente, posso prejudicar uma nação inteira pra me dar bem. Eu sou livre então posso sair com quem eu quiser, fazer o que eu quiser, destruir um casamento, uma família, posso seduzir uma garotinha, posso trair meu esposo e filhos, posso destruir amizades por conta de um capricho meu. Sou livre para detonar meu corpo com todo tipo de substâncias, para me expor escandalosamente diante das pessoas, para chocar a moral e a educação dos filhos alheios. Eu sou livre e dane-se o mundo? Sabemos que não é assim que funciona. Quando a coisa inverte pro seu lado, você certamente não vai concordar com a liberdade do outro, porque esta prejudicou você ou alguém que você ama!
Existem outros tipos de liberdade mais, digamos, veladas, mas também nocivas. A liberdade de pensamento, fruto do intelectualismo, onde toda a verdade se torna relativa. Concorda comigo que, se cada um resolve viver sua própria verdade, o mundo vira um caos? Ora, e o que é que está acontecendo se não isso? Para onde toda a ciência e conhecimento tem nos levado, se não para um distanciamento de pessoas, perda de valores, frieza de relacionamentos e orgulho intelectual? Sim, graças a Deus somos livres para pensar! O homem que renova sua mente, evolui! O problema é que transformamos isso em muralhas que nos separam, e não em pontes que nos ligam uns aos outros. O ser humano tem mania de usar algo bom para sua própria destruição.
E quanto à liberdade religiosa? É assustador o número de "caminhos que têm levado a Deus" ultimamente. Pior é saber que muitos desses caminhos foram construídos com base em enganos e tem beneficiado alguns e prejudicado a muitos. A religião não nos liga a Deus, nem os rituais, nem os objetos, nem os intermediários. O que nos liga a Deus é nosso próprio relacionamento com Ele. É muito simples se achegar a Ele, mas a nossa "liberdade religiosa" tem complicado demais o caminho, e nos levado a perdição.
Agora existe sim uma liberdade genuína que independe destes conceitos, da cultura, do momento, do lugar, das circunstâncias, do governo, da educação, da família: a graça! A graça é a maior verdade libertadora que nunca ninguém jamais conseguiu superar. Difícil até de explicar. Melhor é vivê-la.
Ser livre é saber que não foram as minhas obras que me libertaram, porque elas nunca serão boas o suficiente pra isso. Sou ser humano, falho e fraco. Mas o que me liberta é o amor e a graça de Deus derramados em minha vida. Reconhecer isso é a chave da liberdade. Só então eu posso ser livre para escolher entre o bem e o mal, poder escolher viver de um modo que não prejudique o outro, em nenhum aspecto, ainda que pra isso eu precise renunciar minha própria carne que outrora me aprisionava no pecado. Eu sou livre para escolher amar, mesmo a quem não quer ser amado. Perdoar, mesmo a quem não mereça. Socorrer, mesmo a quem não me peça ajuda. Negar minha vontade, para que um bem maior prevaleça. Negar a mim mesma, por amor a outra pessoa. Dizer "não" a qualquer tipo de ditadura, mesmo quando todos dizem "sim". Isto é liberdade. E esta, infelizmente, é a que poucos conhecem.
"Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens,
ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente" (Tt 2:11,12)
"Onde o Espírito de Deus está, aí há liberdade" (2 Co 3:17)
"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8:36)
Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.
Tiago 2:12
Tiago 2:12
Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.
Tiago 2:12
Tiago 2:12
Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,
Tito 2:11-12
Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,
Tito 2:11-12
Juliana Martucci Martins
Hoje a conversa não vai ser apimentada. Só quero dizer que estou voltando pra casa do meu Pai. Lugar de onde nunca deveria ter saído. Voltando para a essência de tudo que acredito, para a verdadeira motivação da minha fé, para o meu verdadeiro lar. Voltando para os braços do Pai, como uma criança, com coração limpo, sem manchas, com esperança e fé. Voltando para a sala de estar, onde sentamos e conversamos sobre todas as coisas, onde Ele me pergunta como foi o meu dia e eu compartilho tudo que tenho vivido. Voltando para a cozinha, sentados à mesa, onde juntos ceiamos em íntima comunhão. Estou voltando para a mesa do escritório, onde Ele me ajuda a cumprir as tarefas do dia e me ensina sempre uma nova lição sobre a vida. Voltando para o jardim, onde juntos caminhamos, plantamos, colhemos e às vezes brincamos como Pai e filha. Voltando para a varanda, onde apenas silenciamos e observamos juntos o pôr do sol. Voltando para o meu quarto de infância, onde eu costumava ser tão sincera e livre das preocupações de adulto, e onde eu esperava todas as noites pelo seu beijo na testa antes de dormir.
Eu estou voltando ao meu primeiro amor. Voltando para os braços do Pai, de onde fui arrancada pelas pressões, pelas preocupações, pelos compromissos e responsabilidades; pelas feridas, por palavras, por pessoas; pelo jugo da religião, pelo fardo da instituição, pelas verdades mirabolantes de uma nova teologia, pela verdade dos homens.
Estou voltando ao meu lugar de refúgio, minha Rocha, minha fortaleza, meu socorro bem presente na angústia, meu Senhor e Deus.
Estou voltando pra casa, para a presença do meu Pai, de onde nunca mais quero sair e não me permitirei ser arrancada novamente.




