33!
Juliana Martucci Martins

Tenho muito o que agradecer a Deus por estes anos, e algumas reflexões a fazer. 
Não sei se é coisa da idade, mas eu ando naquela de "como teria sido se eu tivesse feito ou deixado de fazer isso ou aquilo?". Se eu disser que não tenho arrependimentos, estarei mentindo. A vantagem é que meus maiores arrependimentos referem-se ao passado antes de Jesus entrar na minha vida, portanto seja lá o que for, Ele já apagou e mudou minha história. Hoje eu prefiro pensar que as coisas tomaram o rumo que elas deviam tomar, afinal, antes que eu O conhecesse, Ele já me conhecia. Antes que eu O escolhesse, Ele já havia me escolhido. Então Ele arquitetou o nosso encontro, até que eu me rendesse totalmente a Ele. E esta é uma escolha da qual eu verdadeiramente não me arrependo.
Esta semana pensei muito no dia em que resolvi me consagrar a Deus. Consagrar-se é separar-se exclusivamente para algo. Eu me separei exclusivamente para servir a Deus. Minha vida, meu tempo, meus sonhos, meus dons e talentos, meus planos, minha família....tudo a favor dEle. Foi num congresso onde houve um apelo de oferta de sacrifício. Naquela ocasião eu não tinha 1 real furado na carteira, mas meu coração ardia tanto que sem pestanejar eu fiz o voto: Sou Tua! Eu me coloquei naquele cesto de ofertas e nunca mais peguei de volta... Propriedade exclusiva de Deus, é o que me tornei.
8 anos depois, aqui estou eu, pastora de uma igreja, uma vida 100% a serviço do Rei. Muitos não compreendem até hoje, mas a única explicação para isso é o Amor e a Graça que me movem. 
É estranho falar da minha vida e do meu futuro, pois eles não me pertencem. Eu apenas sigo a canção que me diz pra onde ir e o que fazer, até que Ele volte...Talvez seja isso que Paulo chama de "estar algemado com Cristo". 
E por mais que eu pense no que poderia ter sido a minha vida, isso já não faz diferença, porque nossa aliança é inquebrável, como um casamento. Eu sou do meu Amado e Ele é meu! 
Se eu pudesse escolher uma trilha sonora para este aniversário em que completo a "idade de Cristo", seria essa:

He is jealous for me
Loves like a hurricane
I am a tree
Bending beneath
The weight of his wind and mercy
When all of a sudden
I am unaware of these
Afflictions eclipsed by glory
And I realize just how beautiful you are
And how great your affections are for me
Oh how he loves us so
How he loves us so
Yea He loves us
So we are his portion
And He is our prize
Drawn to redemption by the grace in his eyes
If grace is an ocean we're all sinking
So heaven meats earth like a sloppy wet kiss
And my heart burns violently inside of my chest
I don't have time to maintain these regrets
When I think about the way
He loves us
Oh how he loves us so
How he loves us so
Yea He loves us
Oh how
I thought about you
The day Stephen died
And you met me between my breaking
I know that I still love you God
Despite the agony
See people, they want to tell me you're cruel
But if Stephen could sing
He'd say its not true
Cause you're good
(How He Loves Us - John McMillan)

Juliana Martucci Martins
Quero escrever um último texto sobre "Minha Jornada em Costa Rica".
Acho válido encerrar falando daquilo que é mais precioso para Deus e que nesta viagem Ele nos mostrou o que é capaz de fazer por amor à uma vida, à uma família, a um grupo de pessoas escolhidas por Ele.
Estivemos ali num país estranho, em um lugarejo simples, com muitas diferenças culturais, mas uma coisa em comum que superava todas as outras: AMOR. Todos ali, tanto a equipe brasileira quanto os anfitriões costaricences, fomos marcados por um amor muito forte. Um amor que nos cobria, nos cercava e nos envolvia, nos ajudava a esquecer um pouco dos nossos problemas aqui para ajudar quem precisava lá.
 Observamos que Deus distribuiu a equipe nas casas de forma muito peculiar e providencial. Começando pela casa onde ficamos, a Panaderia El Mana, fomos recebidos por uma família linda, com uma história de vida difícil com a qual nos identificamos em muitas coisas, inclusive nas provaçoes. Pudemos compartilhar com eles nosso testemunho, as provas que passamos para chegar onde chegamos, o que Deus forjou em nosso caráter, nosso espírito e ministério. Em pouco tempo nos sentimos como irmãos naquela casa. E tenho certeza que Deus nos colocou aqui porque tem um grande amor por aquele casal e seus filhos e queria ensinar coisas novas a eles.
 Também conhecemos pessoas dignas de honra, com as quais aprendemos muito, pessoas que nos ensinaram a receber e a servir com execelência. Eu particularmente tive uma experiência marcante com as mulheres e crianças ali, porque através delas fui curada de feridas com uma boa dose de amor. Nos sentimos ligados a eles eternamente, ainda que nunca mais pisemos lá, porque Deus nos selou com Seu amor.
 Por isso a Palavra diz que quem não ama não conhece a Deus. Só este amor perfeito lança fora todo medo. Quando amamos somos aperfeiçoados, porque o amor encobre uma multidão de pecados. O amor tudo espera, tudo suporta, tudo crê. O amor nunca falha!



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Juliana Martucci Martins
Atenção blogespectadores, 
interrompemos a programação "Minha Jornada em Costa Rica" para falar de outro assunto. Retornaremos à série futuramente, se o Espírito Santo assim ordenar.
Hoje é dia de falar de FÉ! Meu Deus, que palavra pequenininha e tão poderosa! Neste último domingo, ao abrir o culto, Deus me deu Isaías 44:6-8
"Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus. E quem proclamará como eu, e anunciará isto, e o porá em ordem perante mim, desde que ordenei um povo eterno? E anuncie-lhes as coisas vindouras, e as que ainda hão de vir. Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça."
Em seguida, cantamos um louvor que dizia "...pertenço a Ti, meu Senhor". E essas palavras entraram como espada no meu coração! Um forte senso de segurança tomou conta de mim, e também uma fé inabalável diante de um Deus tão poderoso e imutável; uma confiança num Deus que não mente e que nos livra dos perigos. Me senti verdadeiramente FILHA, abraçada e protegida por Ele. Um doce sussurro me dizia: "tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu já venci por você". Me desmanchei em lágrimas, como Jesus no Getsemani, um misto de aflição, confiança e obediência, sabendo que Deus está cumprindo sua vontade que é sempre boa, perfeita e agradável, mesmo quando eu não enxergo. Isto se chama FÉ!

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