Parafraseando Charles Swindoll: Nada como a simplicidade para nos tornar insatisfeitos com as coisas complicadas!
Retornar de férias é um choque. Não pelo simples motivo de voltar ao batente. É mais complexo do que isso. Significa pegar embalo novamente nessa locomotiva desvairada em que vivemos. Esse mundo cheio de "necessidades supérfluas", "emergências fúteis" e "prioridades desnecessárias". Coisas que só nos mantem ligados no 520, pifam nossos neurônios, acabam com nossa saúde e...sem nenhum resultado proveitoso o bastante para valer tanto prejuízo.
Paramos na estrada de Minas pra comprar queijo e conhecemos o "seu Aloísio". Homem simples do campo, mas em poucas palavras mostrou que os cabelos brancos já lhe renderam sabedoria. Ele nos mostrou a imensidão de suas terras, falou que mora ali há 30 anos e seu grande problema naquele dia era que sua vaca havia atolado e "deu um trabalhão danado" pra desatolar, já que o caseiro não faz nada, só sabe rir...No final ele acrescentou: pra não perder a cabeça "com tanto nervoso", eu confio no Senhor Nosso Deus!
Ah....Quase me ofereci pra ser caseira do seu Aloísio...rs
Com tanta singeleza e sinceridade, acho que muita gente que eu conheço toparia passar uma temporada desatolando vacas e vendendo queijo a beira da estrada, só pra ter mais paz e confiar no Senhor Nosso Deus assim...
E depois dessa boa prosa, comendo um pastel do seu Aloísio de frente para os "verdes prados" do Salmo 23, entramos no carro de volta à "locomotiva desvairada".
Aqui na selva de pedra nós temos quase tudo. O que nos falta é simplicidade, o antídoto para o veneno que nos mata lentamente...


